Cerca de 5 mil casas estão em áreas de risco em Blumenau, podendo cair a qualquer momento. Destas, 3 mil sofreram perda total. Nos dois casos, os proprietários estão impedidos pela Defesa Civil de retornar às residências, até avaliação do órgão. Quem possui residência nessa situação deve fazer o cadastro nos abrigos ou na Secretaria de Regularização Fundiária do Município.
Após o cadastramento, é providenciada a visita técnica para avaliar se é possível reformar ou reconstruir as propriedades. “Conforme a avaliação, a Caixa Econômica Federal está disponibilizando linhas de crédito para que os proprietários possam reformar ou reconstruir as casas”, avisa a secretária de Regularização Fundiária Neusa Pasta Felizetti.
Segundo ela, será feita a avaliação de renda familiar para conceder o financiamento, que pode ser parcelado de acordo com as condições econômicas de cada morador. “Quem tiver condições de fazer a reforma por conta própria, deve entrar em contato com a regularização para que seja feita a avaliação do local”, solicita Neusa, acrescentando que o importante é que nada seja feito na “clandestinidade, para não realizarem obras de risco”.
Em caso de demolição, a situação exigirá outras providências, já que não é permitido trabalhar com máquinas do Município em terreno particular, será preciso 90 dias para avaliação de estabilidade do solo. “Estamos avaliando todos os casos, para tomar as devidas providências. Nenhuma pessoa deve retornar para casa antes da avaliação geológica”, reforça Neusa.
As áreas mais atingidas em Blumenau são Coripós, Pedro Krauss, Araranguá, Ursa Maior e Progresso. A estimativa da Regularização Fundiária é de que leve dois anos para avaliar e resolver todos os casos.
A prioridade ainda é atender as famílias que estão nos abrigos, para avaliar a possibilidade de retornarem para casa ou serem encaminhadas para lugares individualizados.
O retrato da calamidade que atingiu milhares
A costureira Dircéia Bahls, 32 anos, mãe de 3 filhos, está no abrigo da escola Hercílio Deek, no bairro Velha, desde o dia 24 de novembro. Ela é moradora da rua 4 de agosto, também na Velha. Na noite de sábado (22), um pilar da casa onde morava cedeu devido ao deslizamento de terra, comprometendo a estrutura.
Com medo que a casa caísse totalmente, Dircéia se abrigou na casa da irmã, que mora ao lado. Quando a rua, que estava interditada devido à queda de barreiras, foi liberada foi para o abrigo com os filhos, a nora e neto, onde estão há quase um mês.
Desde então, não tem condições de trabalhar, já que trabalhava em casa. “Não consegui tirar nada de casa, porque não tenho para onde levar. Queria pelo menos rtirar minha máquina para trabalhar em algum lugar, mas não tem como”, lamenta. A única renda da família no momento é o salário da nora, que trabalha em uma fábrica. O resto da família mora no Paraná, mas a costureira não pretende sair de Blumenau.
Dircéia já se cadastrou na Secretaria de Regularização Fundiária e espera pela visita técnica para avaliar a situação da residência. “Estou totalmente perdida, não sei o que fazer, espero que a Prefeitura me ajude, pois ainda estou pagando minha casa”, apela.
Fonte: Jornal Folha de Blumenau
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Blumenau tem 5 mil casas em áreas de risco
Postado por
Márcio Volkmann
às
10:59
Marcadores: abrigo, enchente, infra-estrutura, obras
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