Veja o que Felipe Albrecht, que participou do internship na companhia, conta da experiência. Matéria publicada no portal Noticenter.
Imagine que você está lendo esta reportagem e, de repente, por e-mail, você recebe um convite da Google para trabalhar na companhia. Depois de uma troca de mensagens, decide participar de um processo seletivo que selecionará profissionais do mundo todo para um internship – uma espécie de estágio - dentro da companhia. Parece impossível? Mas foi exatamente assim que Felipe Albrecht, formado em Ciências da Computação na Universidade Regional de Blumenau (Furb) e hoje Mestre em Sistemas e Computação pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), começou o processo que o levou aos quatro meses trabalhando dentro da Google.
Antes da mudança oficial para a Alemanha, onde trabalha como desenvolvedor na Karlsruhe Tecnology Consulting (www.k-tc.de), Felipe conversou com o Noticenter. Veja o que ele destaca como diferenciais competitivos de uma das maiores empresas do mundo.
PROCESSO SELETIVO
Felipe estava cursando o Mestrado quando recebeu o e-mail descrito acima. Dois dias depois do recebimento da mensagem, Felipe retornou à companhia e iniciou-se o processo seletivo. Onde houve uma análise do currículo, tanto acadêmico quanto profissional e depois dela, marcou-se a primeira entrevista, com um espacialista de RH. Uma semana depois, houve outra conversa, desta vez com o profissional com que ele iria trabalhar. Ele comenta que a chamada de cerca de uma hora o colocou em contato direto com um membro da equipe de Análise de Fraudes (onde ele estagiou) e com uma espécie de mentor, que é quem acompanha diretamente o dia-a-dia dos interns, nome dado aos estagiários.
Depois de acertados os detalhes, Felipe embarcou no dia 14 de junho de 2008 para Mountain View, na Califórnia. Onde trabalhou durante quatro meses dentro do GooglePlex.
Sobre o apoio recebido pela empresa, ele comenta que “não dizem onde você vai morar. Apenas indicam alguns locais e pessoas. A mesma coisa para a ida. Há uma ajuda de custo e eles auxiliam com informações”.
O AMBIENTE, A ROTINA E, CLARO, A COBRANÇA
São muitos mitos sobre o dia-a-dia de um funcionário da Google. A grande maioria deles procede. “Sim, há um quarto com sofás ao lado do escritório acessível a todos a qualquer hora. Há vídeo-games também, para quem quiser jogar. Os restaurantes são ótimos e se tem uma liberdade de horários extrema – geralmente há pessoas trabalhando nas madrugadas quando se está desconcentrado durante o dia”, conta Felipe, prontamente.
O que muita gente não sabe é que o acompanhamento dos projetos é rígido e exige dedicação. “Quando eu entrei, tinha um objetivo traçado dentro do setor. O acompanhamento dele é feito com os dois profissionais diretamente responsáveis pelo meu trabalho: o mentor e o líder do setor, com quem eu me reunia semanalmente para tratar dos cronogramas e apresentar o que foi realizado”, afirma Felipe, que diz que, muitos profissionais, quando percebem que não estão atingindo as metas, trabalham várias horas a mais por dia e até nos fins de semana.
O estímulo a inovação também é constante dentro da Google. “Há sempre muitas idéias sendo comentadas, muitas novas funcionalidades sendo debatidas. Quando a empresa aposta em uma destas idéias, geralmente dá todo o aporte para que ela seja executada dentro da sua estrutura”, comenta o desenvolvedor.
Entre os benefícios para os funcionários estão a alimentação (que não é cobrada dentro do complexo e dos restaurantes da Google nem do funcionário, nem de um convidado que ele eventualmente leve) e o transporte. Há ainda festas, passeios, cursos dentro da Google, apresentações sobre novidades tecnológicas e computadores de ótima qualidade, porém, o grande diferencial da Google, segundo Felipe, é a liberdade de trabalho.
SOLUÇÕES GLOBAIS, AMBIENTE GLOBAL
Umas das principais marcas da Google, segundo Felipe, é o convívio com pessoas de diferentes nacionalidades dentro de uma mesma empresa. “Eu convivi diretamente com indianos, russos, chineses, norte-americanos, autralianos, búlgaros e canadenses. Mas dentro do edifício circulavam pessoas de mais de 20 nacionalidades”, comenta ele. “O respeito entre essas pessoas é impressionante. O conhecimento e a vivência de cada uma delas acabam colaborando para os projetos”, complementa ele.
Não é só entre as pessoas o respeito às diferenças é grande. A companhia também oferece opções que demonstram o cuidado com a cultura dos colaboradores. “Os restaurantes são exemplos disso. Há várias opções para vegetarianos, ao lado dos tradicionais fast-foods ou de restaurantes self-service”, comenta Felipe.
ACESSO A INFORMAÇÕES E ÀS PESSOAS
Outra coisa que chamou a atenção de Felipe foi a facilidade de contato com informações e profissionais especialistas dentro da Google. Ele exemplifica: “há anos, quando eu mantinha um blog de informações sobre tecnologia, postei um texto de um especialista chamado Peter Norvig. Ele é diretor de pesquisa da Google. Num dos dias que eu estive por lá, liguei para a secretária dele e agendamos um almoço. Conversamos por mais de uma hora e as dicas dele foram muito importantes para a minha dissertação de mestrado”.
Este tipo de acesso é mantido por toda a estrutura dentro da empresa. “Todas as sextas-feiras, dentro da empresa, é realizado um evento que se chama TGTF – Thanks God, Today is Friday. De quinze em quinze dias, dentro do programa do evento, um dos fundadores ou diretores da empresa respondem perguntas dos colaboradores. Num diálogo aberto, tranqüilo. Enquanto eu estive lá, ouvi desde perguntas interessantes sobre tecnologia e sobre a história da empresa até questões relacionadas a rotina dentro do Googleplex. Todos os questionamentos foram respondidos”, lembra Felipe.
Quanto às informações e as novidades que serão lançadas ou estão sendo estudadas pela Google, Felipe diz que há um certo cuidado nas divulgações, mas não há segredo. Na época em que participou do programa de internship, estava previsto o lançamento do Google Chrome. Todos sabiam, mas ninguém comentava. “A liberdade que se tem é valorizada”.
Ele comenta também que este tipo de ação é que valoriza a empresa junto aos funcionários. “Somado ao ambiente de trabalho e aos estímulos constantes para inovações, esta liberdade e acessibilidade dentro da Google faz a diferença”, afirma o blumenauense, que complementa dizendo que os salários da companhia não são mais altos do que os da Microsoft, mas muitos profissionais preferem trabalhar na Google por causa do ambiente de trabalho.
Para entrar em contato com Felipe Albrecht, www.pih.bio.br.
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quarta-feira, 21 de abril de 2010
Um blumenauense na Google
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Márcio Volkmann
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Podolatria (fetiche por pés) : Entrevista com um casal podólatra (com fotos)
A entrevista de hoje é com um casal de Blumenau que não tem problemas em assumir publicamente seu maior fetiche: a podolatria.

As fotos que ilustram a matéria são do casal. Aproveite para acompanhar-nos também pelo TWITTER.
Um pouco do casal:
Ela:
Janaina das Neves
25 Anos
Assistente Administrativo
Ele:
Tiago Levi Redondo de Menezes
29 Anos
Consultor Comercial
Vamos às perguntas:
Blog Nova Blumenau: Há quanto tempo namoram, e como vocês se conheceram ?
Casal: Namoramos há 3 anos, e nos conhecemos através de amigas em comum que nos apresentaram.
BNB: Desde quando soube que seu namorado era podólatra? E qual sua primeira impressão sobre isso quando soube?
Janaína: Humm....Soube desde o principio, afinal já rolaram fotos dos meus pés no primeiro encontro e a primeira impressão foi tranqüila, pois já havia recebido elogios de outros homens a respeito de meus pés. Com o decorrer do nosso relacionamento percebi que o fetiche pelos meus pés era um complemento essencial em nossa relação por parte dele, mas em momento algum isso me assustou, afinal é impossível não gostar de caricias, massagens e beijinhos nos pés.

BNB: Janaína, qual número você calça?
Janaína: Calço 34.
BNB: Tiago, há quanto tempo curte a podolatria? E como tudo começou?

Tiago: Desde os meus 18 anos, quando assumi ser podólatra. Sempre olhei para os pés das mulheres, sempre foi algo que me fascinou. Procurei saber mais sobre essa minha tara, até ter minha primeira experiência podólatra e me firmar como adorador de pezinhos femininos.

BNB: Janaína, antes do começo do namoro, os pés já representavam algo diferente pra você, em relação a fetiche?
Janaína: Bom, como já havia comentado já tinha recebido alguns elogios por parte de outros homens sobre meus pés, mas nunca tinha me relacionado com um podólatra o que agora acho o máximo e essencial.

BNB: A podolatria está presente em todas relações intimas de vocês? É a principal fonte de inspiração do casal?
Casal: Sim, está presente; temos outras fontes de inspiração também, mas a podolatria está sempre junto e consideramos nossa principal fonte de inspiração.

BNB: Janaína, antes do início do namoro, o que você achava de seus pés? E hoje em dia?
Janaína: Sempre gostei de meus pés, gosto do formato das unhas, adoro calçar 34.
Isso ajuda muito pelo fato de qualquer modelo de sapato ficar perfeito neles o que pra mim tem grande importância.

BNB: Tiago, seu fetiche está mais fortemente ligado aos pés em si, ou aos calçados, (sandálias, sapatos, scarpin, etc) ?
Tiago: Aos dois, na verdade; um lindo pé, num lindo calçado, (de salto sempre)...é perfeito. Mulher de salto é tudo.

BNB: Quantos pares de sapato você tem? Quantos novos a cada mês? E qual seu estilo de calçado preferido?
Janaína: Hehehehe...Sou louca por sapatos, mas vou ser sincera que não sei exatamente quanto pares tenho. Com certeza mais de 150 pares, pois além de comprar em média 2 pares por mês procuro preservar os que já tenho, sempre restaurando todos.
A única coisa que posso afirmar é que 80% deles são com saltos altíssimos (adoro modelos de sapatos voltados para o fetiche), além de ter vários scarpins, minha preferência, sandálias, tamancos e com certeza nenhuma rasteirinha.

BNB: Costumam reparar nos pés de outras pessoas, por aí ?
Casal: Acabamos sempre reparando. É inevitável olhar para o sapato que a pessoa está usando e comentarmos entre nós dois, afinal adoramos sapatos.
BNB: Quais os cuidados que você costuma ter com seus pés?
Janaína: Sempre cuidei muito tanto de meus pés quanto das minhas mãos. Mantenho minhas unhas sempre em perfeito estado, unhas dos pés sempre pintadas com esmaltes claros, faço esfoliações semanalmente, procuro passar protetor solar todos os dias em minhas tatuagens, afinal tenho os dois pés tatuados. Enfim, tenho cuidados básicos mas sem muitos segredos,para manter meus pés sempre macios e com ótima aparência.

BNB: Costumam ver fotos e/ou vídeos relacionados ao tema, na internet?
Casal: Às vezes, preferimos mesmo é fazer fotos ou vídeos nossos...rsrrsrss
BNB: Tiago, em média, qual porcentual do tempo de uma relação sexual de vocês, é dedicada à podolatria em si ?
Tiago: 60%, despir os pés do calçado, beijá-los, massageá-los .... leva tempo rsrsrs.

BNB: Sabem citar alguma personalidade que tenha pés muito bonitos?
Casal: Priscila Fantin, Lucy Liu.
BNB: Janaína, você também gosta de pés de outras mulheres, ou de homens?
Janaína: Não, não... A única coisa que realmente não consigo deixar de reparar em todo mundo é o sapato que a pessoa está usando. hehehe. Acho que o sapato que a pessoa usa diz muito sobre ela e em homens prefiro muito mais analisar as mãos do que os pés. Adoro mãos bonitas.
BNB: Que conselhos dariam para aqueles que apreciam mas que tem vergonha de inserir a podolatria no namoro ?
Casal: Converse com o seu parceiro, explique seu fetiche, introduza aos poucos, que com certeza será muito prazeroso para os dois, afinal carinho nos pés, quem não gosta?

BNB: Tem mais alguma coisa relacionada ao fetiche, que planejam inserir em seu relacionamento para um futuro próximo ?
Casal: De momento não temos nada em mente, mas quem sabe com o tempo....rsrsrrss
Muito obrigado pela entrevista.
O Nova Blumenau tá de cara nova, confiram e sigam pelo twitter também @novablumenau

As fotos que ilustram a matéria são do casal. Aproveite para acompanhar-nos também pelo TWITTER.
Um pouco do casal:
Ela:
Janaina das Neves
25 Anos
Assistente Administrativo
Ele:
Tiago Levi Redondo de Menezes
29 Anos
Consultor Comercial
Vamos às perguntas:
Blog Nova Blumenau: Há quanto tempo namoram, e como vocês se conheceram ?
Casal: Namoramos há 3 anos, e nos conhecemos através de amigas em comum que nos apresentaram.
BNB: Desde quando soube que seu namorado era podólatra? E qual sua primeira impressão sobre isso quando soube?
Janaína: Humm....Soube desde o principio, afinal já rolaram fotos dos meus pés no primeiro encontro e a primeira impressão foi tranqüila, pois já havia recebido elogios de outros homens a respeito de meus pés. Com o decorrer do nosso relacionamento percebi que o fetiche pelos meus pés era um complemento essencial em nossa relação por parte dele, mas em momento algum isso me assustou, afinal é impossível não gostar de caricias, massagens e beijinhos nos pés.

BNB: Janaína, qual número você calça?
Janaína: Calço 34.
BNB: Tiago, há quanto tempo curte a podolatria? E como tudo começou?

Tiago: Desde os meus 18 anos, quando assumi ser podólatra. Sempre olhei para os pés das mulheres, sempre foi algo que me fascinou. Procurei saber mais sobre essa minha tara, até ter minha primeira experiência podólatra e me firmar como adorador de pezinhos femininos.

BNB: Janaína, antes do começo do namoro, os pés já representavam algo diferente pra você, em relação a fetiche?
Janaína: Bom, como já havia comentado já tinha recebido alguns elogios por parte de outros homens sobre meus pés, mas nunca tinha me relacionado com um podólatra o que agora acho o máximo e essencial.

BNB: A podolatria está presente em todas relações intimas de vocês? É a principal fonte de inspiração do casal?
Casal: Sim, está presente; temos outras fontes de inspiração também, mas a podolatria está sempre junto e consideramos nossa principal fonte de inspiração.

BNB: Janaína, antes do início do namoro, o que você achava de seus pés? E hoje em dia?
Janaína: Sempre gostei de meus pés, gosto do formato das unhas, adoro calçar 34.
Isso ajuda muito pelo fato de qualquer modelo de sapato ficar perfeito neles o que pra mim tem grande importância.

BNB: Tiago, seu fetiche está mais fortemente ligado aos pés em si, ou aos calçados, (sandálias, sapatos, scarpin, etc) ?
Tiago: Aos dois, na verdade; um lindo pé, num lindo calçado, (de salto sempre)...é perfeito. Mulher de salto é tudo.

BNB: Quantos pares de sapato você tem? Quantos novos a cada mês? E qual seu estilo de calçado preferido?
Janaína: Hehehehe...Sou louca por sapatos, mas vou ser sincera que não sei exatamente quanto pares tenho. Com certeza mais de 150 pares, pois além de comprar em média 2 pares por mês procuro preservar os que já tenho, sempre restaurando todos.
A única coisa que posso afirmar é que 80% deles são com saltos altíssimos (adoro modelos de sapatos voltados para o fetiche), além de ter vários scarpins, minha preferência, sandálias, tamancos e com certeza nenhuma rasteirinha.

BNB: Costumam reparar nos pés de outras pessoas, por aí ?
Casal: Acabamos sempre reparando. É inevitável olhar para o sapato que a pessoa está usando e comentarmos entre nós dois, afinal adoramos sapatos.
BNB: Quais os cuidados que você costuma ter com seus pés?
Janaína: Sempre cuidei muito tanto de meus pés quanto das minhas mãos. Mantenho minhas unhas sempre em perfeito estado, unhas dos pés sempre pintadas com esmaltes claros, faço esfoliações semanalmente, procuro passar protetor solar todos os dias em minhas tatuagens, afinal tenho os dois pés tatuados. Enfim, tenho cuidados básicos mas sem muitos segredos,para manter meus pés sempre macios e com ótima aparência.

BNB: Costumam ver fotos e/ou vídeos relacionados ao tema, na internet?
Casal: Às vezes, preferimos mesmo é fazer fotos ou vídeos nossos...rsrrsrss
BNB: Tiago, em média, qual porcentual do tempo de uma relação sexual de vocês, é dedicada à podolatria em si ?
Tiago: 60%, despir os pés do calçado, beijá-los, massageá-los .... leva tempo rsrsrs.

BNB: Sabem citar alguma personalidade que tenha pés muito bonitos?
Casal: Priscila Fantin, Lucy Liu.
BNB: Janaína, você também gosta de pés de outras mulheres, ou de homens?
Janaína: Não, não... A única coisa que realmente não consigo deixar de reparar em todo mundo é o sapato que a pessoa está usando. hehehe. Acho que o sapato que a pessoa usa diz muito sobre ela e em homens prefiro muito mais analisar as mãos do que os pés. Adoro mãos bonitas.
BNB: Que conselhos dariam para aqueles que apreciam mas que tem vergonha de inserir a podolatria no namoro ?
Casal: Converse com o seu parceiro, explique seu fetiche, introduza aos poucos, que com certeza será muito prazeroso para os dois, afinal carinho nos pés, quem não gosta?

BNB: Tem mais alguma coisa relacionada ao fetiche, que planejam inserir em seu relacionamento para um futuro próximo ?
Casal: De momento não temos nada em mente, mas quem sabe com o tempo....rsrsrrss
Muito obrigado pela entrevista.
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Márcio Volkmann
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Entrevista: Eliomar Russi, sobre o Estádio Municipal em Blumenau

Entrevista com o suplente de vereador, professor universitário, apresentador de TV e escritor, Eliomar Russi:
Blog Nova Blumenau: Olá, Eliomar ! Obrigado por aceitar o convite para essa entrevista. Como você sabe, o assunto em pauta aqui é “Estádio Municipal”. Qual sua opinião sobre a importância de um estádio municipal para nossa cidade?
Eliomar Russi: Em outubro/2009, quando assumi por 30 dias como Vereador na Câmara Municipal, procurei entre outras bandeiras importantes para a cidade de Blumenau, defender no parlamento blumenauense uma das metas as quais acho de suma importância, que é a construção de um estádio municipal. Isto serviria tanto para o desenvolvimento econômico da cidade, como também para o incremento do turismo e principalmente para o entretenimento do blumenauense, pois com certeza é um dos grandes anseios de boa parte de nossa comunidade, e não somente dos desportistas. Diria mais: trata-se de um projeto idealizado há décadas, mas infelizmente até hoje apenas presentes nos discursos e no papel. Uma cidade como a nossa, sendo a terceira potência populacional e econômica de Santa Catarina, não pode se dar ao luxo de continuar a ver passar os anos, e nada deste verdadeiro objetivo concretizar-se, ocasionando desta forma inúmeros prejuízos a diversos segmentos.
BNB: Que dimensão você julga ser ideal para um estádio aqui em Blumenau ?
E.R.: Uma praça esportiva no porte de nossa cidade, a chamada arena, com capacidade de 20.000 à 30.000 pessoas. Além de propiciar a realização de inúmeros eventos esportivos, vai além, pois pode abranger também eventos artísticos e até mesmo de cunho social. Enfim, qualquer tipo de eventos que necessitem de uma infra-estrutura melhor para abrigarem grandes platéias.
BNB: Que outras vantagens Blumenau e nossa região terão, recebendo um estádio municipal ?
E.R.: Além dos benefícios citados anteriormente, teremos também geração de emprego e renda, oportunizando a inúmeras famílias a possibilidade de se manterem através dos inúmeros postos de trabalho que um empreendimento como este gera. Falamos aqui de empregos tanto diretos como indiretos, pois de acordo com cada evento que se realiza, há toda uma logística que precisa ser disponibilizada e um “x” número de pessoas que precisam ser contratadas.
BNB: A Ampliação do SESI hoje, é nossa única opção ?
E.R.: Penso que não podemos ficar apenas atrelados a uma ou outra situação. Precisamos ter mais opções para aí assim, alavancarmos a que melhor corresponde aos anseios da cidade. O que não dá mais é ficar “vendo navios”, com cidades bem menores do que a nossa nos deixando para trás neste quesito.
Por isto, que durante este período como parlamentar (outubro a novembro de 2009), fiz todo um estudo sobre o Parque Bom Jesus no bairro Fidélis, e através de requerimento elaborado, submeti a aprovação em plenário de todos os senhores vereadores. Diga-se de passagem, o requerimento foi aprovado por unanimidade, remetendo ao Governo do Estado, através da Secretaria do Desenvolvimento Regional de Blumenau, solicitação para que seja aberto um canal de negociação para com aquele educandário proprietário desta área esportiva. Afinal, o mesmo já utiliza-se inclusive de um terreno do próprio executivo estadual, localizado no coração da cidade, na rua XV de novembro, como estacionamento de sua sede física. Ou seja, trata-se de uma área de grande valor comercial e financeiro que o Estado há anos abre mão sem que haja uma justa compensação por conta disto.
BNB: Sem contar que iria de encontro com o planejamento da cidade, focado para a região norte da cidade. Qual a situação da infraestrutura encontrada atualmente no Parque Bom Jesus?
E.R.: Eu diria hoje, tratar-se de um verdadeiro elefante branco adormecido, com arquibancadas de puro concreto já levantadas, acessos internos todos asfaltados, enormes torres de refletor, inclusive algumas infelizmente já ao chão. Enfim, um grande esboço de um grande projeto, com construções inacabadas, e sendo já por anos alvo da marginalidade por conta deste infeliz estado de abandono.
Eu que estive no local, pude constatar in loco, a grande quantidade de garrafas de bebidas alcoólicas, preservativos, seringas espalhadas por toda aquela área. Enfim, ao invés de uma grande praça esportiva, infelizmente, virou um grande espaço a céu aberto de atos ilícitos e vergonhosos para a sociedade, trazendo inclusive insegurança aos moradores daquele cantinho tão especial de Blumenau, cercado de área verde por todos os lados.
BNB: Pra finalizar, que mensagem gostaria de deixar?
E.R.: Volto a insistir: precisamos é tirar este projeto do papel e levá-lo à realidade. Independente se for a ampliação do SESI, ou a continuidade das obras no Fidélis, precisa-se com urgência é concretizar este objetivo, pois nem a cidade, nem seu valoroso e trabalhador munícipe agüentam mais ser tão enrolado!
Eliomar Russi (Mazinho)- eliomarrussi@uol.com.br
Conheça mais do entrevistado:
Eliomar Russi, blumenauense, 29 anos, também popularmente conhecido por Mazinho, é casado com a bióloga e educadora Tatiana Machado Oliveira e pai do Matheus, de apenas 4 aninhos.
Bacharel em Ciências da Computação e Mestre em Educação.
Professor universitário, leciona na Universidade Regional de Blumenau nos cursos de Engenharia de Produção e Engenharia de Telecomunicações.
Defensor dos animais e escritor.
Atualmente, é Secretário-Adjunto do Diretório Municipal do PMDB.
Por três vezes consecutivas, eleito presidente do CALCOMP - Centro Acadêmico Livre de Computação da FURB.
Por dois mandatos, eleito presidente da Juventude do PMDB.
Por dois mandatos, eleito Vice-Presidente Vale do Itajaí do Diretório Estadual da Juventude do PMDB.
Chegou a ser eleito e assumiu como Vice-Presidente da JPMDB/SC.
Foi também vice-presidente da SEB – Sociedade Escritores de Blumenau.
Em 2003, foi Coordenador da Assessoria para Assuntos da Juventude da Prefeitura Municipal de Blumenau.
Até outubro deste ano, antes de assumir a Câmara, exercia a função de Diretor Administrativo-Financeiro da Secretaria Municipal de Regularização Fundiária e Habitação.
Já foi colunista do jornal A Voz da Razão e do site Folhablu .
É apresentador do Programa “Arte & Cultura” na TV Galega – Canal 7 BTV/NET.
Também apresenta aos domingos pela manhã, o Programa “A Voz da Cidade” na Rádio Clube AM. 1330.
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Márcio Volkmann
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09:20
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Entrevista: Priscila Tarcha, do site www.traida.net
Mais uma entrevista do Blog. Hoje com Priscila Tarcha, 26 anos, Publicitária, e herdeira do site www.traida.net. Acompanhe o Blog também pelo TWITTER. Aproveitando o tema, participe também da enquete. VOTAÇÃO ENCERRADA
Resultado final da enquete: Você já foi traído (a) ?
Sim, já fui traído: 47 votos
Não, nunca fui traído: 18 votos
Tenho minhas dúvidas: 30 votos
Total: 95 votos
Blog Nova Blumenau: Como e porque surgiu o Traída.net?
Priscila Tarcha: O traída começou em 1998. A Internet era novidade e minha mãe (Isabel Tarcha) era casada na época com o meu padrasto que trabalhava na área. Ele apresentou para ela salas de bate papo, mas aquilo não interessou a ela, pois achava que conversar com alguém em uma sala de bate papo era mais ou menos o mesmo que encontrar um estranho na rua, cutucar a pessoa e dizer: “Oi, vamos conversar?”.
Então um belo dia, passeando pela net, ela entrou em um site onde as pessoas deixavam anúncios para conhecer outras pessoas. Colocando os dados de uma suposta pessoa que seria do seu agrado, ela viu um perfil muito parecido com o marido dela, e quando clicou no anúncio deu de cara com uma foto dele e uma legenda que dizia: “Meu coração está solitário, quem sabe você não pode preenchê-lo?”.
Como vingança ela resolveu se cadastrar, com a seguinte mensagem: “Meu marido me trai, quero fazer o mesmo, se você estiver a fim...”.
Na verdade, o que ela queria, era que ele visse o anúncio e sentisse vergonha do que tinha feito, mas o resultado foi bem mais surpreendente do que isso.
No prazo de duas semanas, ela recebeu 320 e-mails!
Os e-mails tinham de tudo, desde o cara certinho, que nunca traiu a esposa e estava se sentindo super culpado por estar escrevendo para ela, até os mais saidinhos, que queriam combinar em qual motel iriam. E ela começou a pensar sobre isso. O que as pessoas querem? Sexo casual? Estão absurdamente carentes?
O que leva uma pessoa a trair? Insatisfação, cultura, vaidade?
A partir desses questionamentos ela resolveu fazer uma página sobre esse assunto tão polêmico, resultando no site www.traida.net, obtendo sucesso imediato e com uma grande quantidade de acessos logo de início.
BNB: Qual o perfil de quem entra? Homens, mulheres, qual faixa etária e estado civil?
Priscila: Eles são homens e mulheres, a faixa etária vai de adolescentes até idosos. E são pessoas ou que mantêm um relacionamento fixo ou que são casadas.
BNB: Dentro do site, qual a parte mais acessada? O que o povo mais procura?
Priscila: A parte mais acessada é o traída responde e o jurídico, onde as pessoas contam as suas histórias, mandam as suas dúvidas e nós respondemos. Outra seção bastante acessada é o Fórum, onde as pessoas compartilham suas histórias com outras pessoas que dão suas opiniões.
BNB: Ser proprietária de um site como esse, faz com que você seja muito procurada no seu dia a dia também por amigos e conhecidos que tem dúvidas sobre traição, ou para que sirva como confidente deles?
Priscila: Não muito, às vezes alguém pergunta alguma coisa, pede um conselho. Mas eu gosto de conversar sobre o assunto com as pessoas porque sempre estou aprendendo alguma coisa nova, e ouvindo opiniões diferentes que eu acho que é muito importante.
BNB: Você já foi, ou acha que já foi traída?
Priscila: Sim, já fui traída, namorei 2 anos e com 1 ano e meio mais ou menos de namoro, descobri que ele tinha me traído. Na época eu o perdoei. Na verdade eu achei que tinha perdoado, mas quando a gente perdoa esquecemos o que aconteceu, e não foi o que eu fiz, eu apenas o desculpei e acabei me vingando coisa que hoje não acho que valha a pena fazer. O namoro durou mais 6 meses e acabou.
BNB: O que sugere pra alguém que tenha sido traído?
Priscila: O que eu falo sempre para uma pessoa que foi traída é que cada um sabe onde aperta o seu calo e quais são os seus limites, até onde você pode aguentar. Se a pessoa quiser continuar com o parceiro (a), tem que realmente passar por cima daquilo, tem que conversar bastante até esgotar aquele assunto e superar, recomeçar do zero, reconstruir a confiança, porque não adianta querer continuar com aquela pessoa e na primeira oportunidade se vingar, a cada briga ficar relembrando, ou ficar procurando pêlo em ovo. Porque isso acaba destruindo a relação.
E se a pessoa não quiser ou não conseguir perdoar, que ela siga em frente. Claro que não é fácil, porque quase sempre existe amor pela pessoa que a traiu, mas com certeza aparecerá uma outra pessoa que a respeite e a faça feliz.
Em ambos os casos perdoando ou não, eu sempre digo para as pessoas mudarem o visual, saírem, se divertirem, se distraírem para poder melhorar a auto-estima que fica em frangalhos. E sempre insisto que as pessoas devem se amar antes de amar qualquer pessoa.
BNB: Em todos esses anos de site, tem alguma(s) histórias inusitadas ou até mesmo engraçadas que se destacaram?
Priscila: Na verdade tem muitas histórias, que são tristes porque houve a traição, e quem passa por isso não acha nenhuma graça. Mas para quem fica sabendo acaba ficando até um pouco engraçado, como o caso de uma senhora de idade, que o marido estava no leito de morte e resolveu confessar para ela que a tinha traído com as vizinhas, as primas... Só que ele não morreu.
BNB: A clássica pergunta.. Pela experiência do site, quem trai mais? H ou M?
Priscila: Está praticamente a mesma coisa, a diferença é pouca, mais ou menos 47% das mulheres para 53% dos homens. A grande diferença é que a mulher dificilmente é pega, porque ela se preocupa com tudo nos mínimos detalhes, perfume, lugar, horários, e o homem é capaz de chegar em casa com o cabelo molhado em um dia totalmente ensolarado e dizer que só choveu nele. rs
BNB: Emendando, porque um homem trai? E porque a mulher trai?
Priscila: Sempre digo que para o homem trair basta um lugar e para a mulher é preciso um motivo.
O homem trai por instinto, por cultura, porque a grama do vizinho é mais verde, porque a outra estava dando mole, são vários os motivos.
E a mulher geralmente trai porque se envolve, ela já fez de tudo pelo relacionamento dela, e não adiantou, ai ela começa a se sentir sozinha, carente e ai aparece um cara que fala coisas que ela quer ouvir, que a trata bem, que faz um carinho e ai ela se envolve e acaba traindo.
É claro que nos dois casos existem exceções. E acredito que hoje um dos maiores motivos de traição nos relacionamentos é a falta de diálogo do casal, as pessoas não conversam mais, não dizem se estão satisfeitas com o relacionamento. Se o parceiro (a) fez alguma coisa que não agradou, o outro não fala e isso vai virando uma bola de neve, e ao invés da pessoa tentar resolver com o parceiro, acaba buscando uma terceira pessoa, uma válvula de escape e com certeza mais um problema. E o outro motivo é a rotina nos relacionamentos, sempre a mesma coisa, sempre os mesmos lugares, a rotina acaba com qualquer relação.
BNB: Como saber que ele ou ela está lhe traindo?
Priscila: A traição geralmente da sinais, de repente ele ou ela começam a se cuidar mais, ficam mais carinhosos, presente inesperados, desconfiança do outro, não atendem telefone perto, não deixam o parceiro (a) chegar perto do telefone deles, geralmente essas coisas são sinais de traição, mas é claro que não da para generalizar, toda regra tem exceção.
BNB: Conselhos para evitar ou minimizar os riscos de uma traição?
Priscila: Diálogo, muito diálogo dentro do relacionamento. Não estou falando apenas de DR (discutir a relação), mas sobre tudo. Sejam companheiros, cúmplices, amigos. E sejam sinceros, mesmo que não agrade o parceiro (a). E fujam da rotina, a rotina acaba com qualquer relação, façam coisas novas, surpresas, saiam juntos, namorem bastante, façam coisas que faziam no começo do relacionamento.
Com certeza isso já irá ajudar muito a minimizar os riscos de uma traição.
BNB: Quais os projetos do Traída.net pro futuro? Ou, algum outro projeto em outra área, mas relativo à traição tb?
Priscila: Eu tenho um projeto de colocar um tipo de blog dentro do traída contando histórias sobre traição, onde as pessoas poderão interagir, com as histórias delas, mas terá uma novidade. Por enquanto não posso falar mais nada porque é surpresa!
BNB: Priscila, você também faz work-shops, ou palestras, relativas a esse tema? O site é sua fonte principal de renda?
Priscila: Ainda não fui chamada para fazer work-shop ou palestra, mas faria com muito prazer. Não, infelizmente o site ainda não é a minha principal fonte de renda.
BNB: Quem quiser colaborar com o site, o que pode fazer?
Priscila: Tanto colaboradores, como patrocinadores ou anunciantes podem enviar um e-mail para traida@traida.net e eu ou a minha equipe entraremos em contato.
BNB: Pra descontrair, deixe sua piadinha de corno preferida pros leitores. rss
Priscila:
O casal está super animado na cama, quando são interrompidos pelo telefone.
A mulher atende e quando desliga diz:
- Era meu marido... Ele disse que vai chegar mais tarde porque está jogando pôquer com você!
BNB: Um recado pra todos que estão lendo você nesse instante.
Priscila: Existe vida após a traição! Por mais que doa e seja difícil, vai passar.
E se ame antes de amar qualquer outra pessoa, acredite em você mesmo!
domingo, 20 de setembro de 2009
Entrevista do Blog: Nana Paradise, Miss Brasil Feet 2007

A entrevista do blog de hoje, é especial. Atendendo a vários pedidos, a entrevistada é a Miss Brasil Feet 2007, Nana Paradise. Musa para muitos podólatras, Nana concedeu essa entrevista bem interessante, recheada com belas fotos e vídeos. Siga o Blog também pelo TWITTER.
Blog Nova Blumenau: Olá, Nana. Pra começar, como foi o seu “ingresso” nesse mundo da podolatria ?
Nana: A podolatria entrou na minha vida por acaso. Eu que sempre fui apaixonada por fotografia, em 2004 iniciei um fotolog no qual publicava fotos de toda natureza. Em algumas oportunidades fotos dos meus pés foram publicadas também. Não por acreditar que fossem bonitos, porque naquela época eu acreditava serem feios, mas porque de alguma forma a fotografia havia ficado interessante. Tempos mais tarde algumas pessoas me procuraram elogiando justamente as fotos dos pés. A princípio acreditava que era por brincadeira, mas aos poucos e em decorrência da reiterada abordagem neste sentido fui conhecendo mais e mais sobre o universo da podolatria. Quanto mais eu me aprofundava no assunto maior ficou o meu interesse em fotografar os pés. Conseqüentemente minha coleção foi aumentando.

BNB: E o próximo passo, qual foi ?
Nana: Eu já possuía um perfil no Orkut destinado aos meus amigos virtuais usando o nome de Nana Paradise e as fotos dos pés foram parar lá. Cheguei a ter mais de dois mil contatos no Orkut relacionados à podolatria. Acabei conhecendo pessoas muito legais que fazem parte da minha vida até hoje. Minhas melhores amigas, Carla, Angela e Dani eu conheci porque também fazem fotos dos pés.

BNB: E você? Também se considera podólatra?
Nana: Eu não sou podólatra, não tenho nenhum tipo de atração por pés, mas confesso que simplesmente amo ter os meus pés beijados. É um carinho do qual não abro mão. Mas mesmo sem ser podólatra eu reparo sim nos pés dos outros, pés mau cuidados dão uma péssima impressão. Tanto dos homens quanto das mulheres. Acredito que cuidado que uma pessoa tem com os pés espelha o zelo que ela tem por si mesma.

BNB: E a reação das pessoas, principalmente dos podólatras ao seu trabalho ?
Nana: Na verdade as fotos, os videos e os textos não são um trabalho. Minha profissão não guarda nenhuma relação com podolatria. É apenas um hobbie que gosto muito e por isso dedico algum tempo e atenção. Muitas pessoas me procuram para conversar porque sabem que sou capaz de entendê-las em suas fantasias. A maioria delas são homens que se julgam anormais por apreciarem os pés femininos. Sinceramente não vejo nada de anormal nisso afinal quem instituiu o bumbum como preferência nacional?

BNB: E o que você, pessoalmente, pensa da podolatria ?
Nana: A podolatria está presente na humanidade mesmo antes das calças justas, da mini saia e do biquíni. Eu, diferentemente da maioria das pessoas, falo abertamente sobre a podolatria, tanto que toda a minha família sabe, por exemplo, que sou a Miss Brasil Feet 2007. Sabem também que eu tenho o costume de tirar fotos dos pés em diversas situações. Que cuido muito bem deles. Tanto que muitas das pessoas que conhecem costumam pedir dicas sobre os cuidados com os pés, desde o creme que uso até a podóloga que me atende.

BNB: Como quase toda mulher, você também adora sapatos? Rs
Nana: Ah querido, sapatos são um problema na minha vida (risos) Um problema para guardar tantos. Eu sou simplesmente apaixonada por sapatos, e quando minhas tias e primas precisam de um modelo diferente para alguma ocasião especial sempre me procuram, pois sabem que tenho uma razoável coleção. Mas sabe, não existe isso de uma mulher ter sapatos demais. Sempre há lugar para mais um, ou mais alguns. (risos).

BNB: Continuando, e depois do Orkut?
Nana: Além da paixão pela fotografia comecei a me interessar em filmagens. Hoje tenho mais de sessenta vídeos publicados no youtube. No princípio a filmagem era mais crua, mas atualmente tenho usado recursos simples de edição para obter um resultado mais caprichado. São videos caseiros, que faço por diversão, sem nenhum interesse comercial.

BNB: Você vive hoje, profissionalmente, da Podolatria?
Nana: Nada do que faço é profissional. É apenas um hobby no qual fui me aprimorando. Já recebi algumas propostas financeiras, geralmente de homens querendo pagar para beijar meus pés. Acredito que pela exposição que faço deles acabam confundindo as coisas. Para mim a podolatria é um carinho muito gostoso de ser vivenciado, mas com alguém especial com quem se divide uma história. Qualquer coisa fora disso não me interessa.

BNB: E você faz tudo sozinha ? Fotos, filmagens ?
Nana: A princípio fotografar os próprios pés pode parecer fácil, mas quanto mais elaborada vai ficando a idéia das fotos maior o desafio e o contorcionismo. Eventualmente conto com a ajuda da minha irmã, ou das minhas amigas que também fazem fotos dos pés, mas depender de outras pessoas é sempre mais complicado, portanto a maioria das fotos e vídeos eu fiz sozinha.

BNB: Entendo. E depois do Orkut, do Youtube, veio o site?
Nana: Um grande amigo é webmaster por hobby e já havia certo tempo que me instigava com a possibilidade de fazermos um site para manter as fotos, os vídeos, os textos de forma ordenada e para fácil acesso. No ano passado colocamos o site no ar. A idéia é concentrar nele todo material que eu produzo, mas há também o desejo de publicar relatos e contos escritos por outras pessoas. Inclusive promoverei um concurso de contos em breve. Meu objetivo maior com o site é mostrar às pessoas que o fetiche por pés é uma coisa muito gostosa e saudável e também através do site manter contato com as pessoas que o visitam para que possam me dizer o que acham do material apresentado.

BNB: Por questões óbvias, você criou um pseudônimo, o “Nana Paradise”. Quantas pessoas conhecem sua verdadeira identidade ?
Nana: A quantidade de pessoas que me conhece é bastante razoável. Mas são pessoas que usam pseudônimos e eu também as conheço. Na verdade o uso deles é para se preservar um pouco, não me esconder completamente, pelo menos no meu caso. Apesar de não ver nada de errado em fotografar os pés e divulgar a podolatria ela nao tem espaço no meu trabalho, por exemplo.

BNB: Já passou por uma situação engraçada ou inusitada por causa da podolatria ?
Nana: Na verdade nunca reparei nada além de uma olhada discreta para meus sapatos. Nada além disso, acredito que a maioria dos podos seja mais discreto no real. Por isso acabam sendo mais saidinhos quando estão protegidos pelo anonimato da internet.

BNB: Já fizeram propostas indecentes ou “malucas” relacionadas a seus pés? Quais?
Nana: Eu considero a proposta financeira indecente e ofensiva. E dependendo da forma como a qual é feita minha resposta pode ser bastante ácida. As pessoas costumam falar muitas coisas, mas eu raramente acredito no que um homem diz nestas circunstâncias e obviamente não costumo levar a sério. Quem faz essas gracinhas e propostas está vendo apenas os pés e o que o personagem representa para eles, ou seja, alguém que entende seus desejos e fetiches. Erroneamente acabam achando mais fácil tentar um contato comigo para realizá-los. A maioria tem medo de dizer às pessoas próximas que gostam de pés. Vale a pena ter um relacionamento assim ? Dividir a vida com alguém que não sabe dos seus desejos? Acho realmente muito triste as pessoas se privarem deste assunto por medo de serem julgadas.

BNB: E você já pensou em algum dia, através de seu site, ter algum retorno financeiro relacionado com esse fetiche?
Nana: Não é este meu objetivo. Se alguém for capaz de encontrar no meu site uma forma de mostrar a podolatria para seu parceiro, amigos, familia, e ser feliz com isso eu realmente me sentiria realizada, mais do que qualquer retorno financeiro seria capaz. Não acho legal cobrar das pessoas que acessam o site para ver o material que eu produzo por hobbie e de forma amadora. Agora se houvesse alguma proposta a respeito de exibição de publicidade no site certamente seria avaliada. Pelo menos seria uma forma de cobrir os custos do site sem cobrar de quem o visita.

BNB: E a Nana, afinal... O que você aprecia mais em você ? São seus pés? E o que a Nana repara mais em um corpo masculino ?
Nana: Na verdade gosto mais dos meus olhos e do meu abdomen. Tenho bastante cuidado com meus cabelos pois gosto de mantê-los bem longos. O que mais me atrai num homem é sem dúvida o cérebro. Um homem inteligente e com senso de humor é muito mais sexy do que qualquer corpinho sarado de academia.

BNB: Tem algo mais que possa ser revelado da pessoa que existe por trás da “Nana”? rsss
Nana: Acredito que se você prestar bem atenção nas minhas respostas vai saber como eu sou. Afinal a Nana Paradise é apenas uma parte de mim que mostro. Mas sou eu. A essência é a mesma, e nem poderia ser diferente.

BNB: E nesse tempo todo, você já conseguiu identificar o que seria um pé perfeito para um podólatra? Existe algum padrão ? Ou ainda, pela média geral, como seria o modelo de pé que mais desperte admiração por parte de um podólatra ?
Nana: Não existe um padrão. Esta que é a boa notícia. Vejo muitas mulheres deixarem de exibir os pés por terem o segundo dedo maior que o dedão. Isso é bobagem, pois conheço um bom número de podólatras que são enlouquecidos por pezinhos assim. Na verdade para todo tipo de pé existe uma legião de apreciadores. A cor do esmalte também não é unânime. Há quem goste do clarinho, do escuro, de base apenas. Os pés bem cuidados e hidratados são a preferência da maioria.

BNB: Quais são os cuidados que você tem com os seus pés?
Nana: Eu vou a pedicure toda semana, mas procuro levar meu próprio alicate. Gosto de estar com as unhas sempre feitas. Costumo fazer esfoliação uma vez por semana e também uma hidratação mais profunda. Passo o hidratante, enrolo o pé com papel filme e visto a meia. Uma vez por mês vou à podóloga. Quando vou a praia evito tirar a cuticula antes e prefiro deixar as unhas sem esmaltes de vez em quando. Mas o melhor de tudo isso é receber as massagens e os beijinhos de um podólatra.

BNB: Você já tem mais de 20.000 acessos em seu site. Sucesso total. Além do site, tem outros planos relacionados à Podolatria?
Nana: Tenho um monte de planos, mas relacionados à podolatria apenas manter o site, continuar a publicar os videos e as fotos. Pretendo promover um concurso de contos sobre podolatria para publicar no site. Estou estudando com o Boris, que é quem cuida do site, uma forma de viabilizar isso.

BNB: Existem locais que você conheça ou frequente, no Brasil, onde a Podolatria tem um espaço reservado? Quais ?
Nana: Existem alguns clubes ligados a fetiche. Sei da existência de alguns. Mas só poderia recomendar o Clube Dominna em São Paulo. Já estive lá diversas vezes e sei que o ambiente é muito saudável, é dirigido por pessoas sérias e competentes. Uma vez por mês fazem lá uma festa dirigida à podolatria que é muito bem organizada pela Narcisa. É realmente um evento que deve ser prestigiado. Existe um outro local em São Paulo mas eu não recomendo, não só por nunca ter ido mas também por ter péssimas referências. No Rio de Janeiro sei que fazem boas festas, mas nunca tive a oportunidade de ir a nenhuma delas. Recentemente ouvi que existe uma casa nova no Rio Grande do Sul mas ainda nao soube nada do lugar.

BNB: Nana, muitíssimo obrigado por conceder essa entrevista. Com certeza foi bastante esclarecedora para muitos. Sucesso.
Eu que agradeço pelo espaço.
A seguir, confira alguns vídeos especialmente selecionados para o Blog:
Driving to Perfection II
Pisando em uvas
I love my pink life
Pink Baloon
Gostou? Tem muito mais no site oficial da Nana: www.nanaparadise.com.br
Leia também: Podolatria: O fetiche por pés - Parte I
Podolatria: O fetiche por pés - Parte II
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Márcio Volkmann
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Entrevista Comida dos Astros: Retribuição

Depois da entrevista que Rony Cacio, do grupo Comida dos Astros, concedeu aqui no blog (veja a entrevista dele aqui), fui convidado da mesma forma para uma entrevista no blog desses que para mim representam o que tem de mais original no humor brasileiro atualmente.
Leia minha entrevista, clicando aqui. Aproveito para agradecer ao Rony pela oportunidade e pelo carinho e atenção dispensados.
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Márcio Volkmann
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Entrevista Exclusiva: Rony Cácio, do "Comida dos Astros"

Pra quem não conhece, Rony é um dos maiores talentos no humor brasileiro dos tempos atuais. Com seu "Comida dos Astros", que comemora 11 anos de carreira, ele trouxe ao humor brasileiro um estilo próprio, totalmente inovador. O grupo aparece constantemente nos maiores programas de tv brasileiros, e é sempre garantia de muitas risadas. Conheça mais do Rony, e do "Comida dos Astros", na entrevista que foi concedida exclusivamente para o Blog Nova Blumenau. Aproveito para agradecer toda a simpatia e atenção com que ele nos atendeu.
Blog Nova Blumenau: Como surgiu o nome “comida dos astros” ?
Rony Cácio: Quando tudo começou mambembe, nos bares da vila Madalena em São Paulo, tinha com o Fernando Kudder, parceiro da primeira formação, um grupo chamado Rádio 1.99. Começamos apresentando uma pocket ópera nos bares da Vila de um surrealista francês chamado Guillaume Apolinnaire, quando começamos a fazer paródias gastronômicas; pensamos em um nome pro programa, daí o Fernando sugeriu 'COMIDA DOS ASTROS', e assim ficou batizado.
BNB: Você sempre fez paródias? E sempre eram sobre comida ? Como começou isso ?
R.C.: Falo que sou uma paródia, resultado de uma incontinência urinária mal dada.
Sempre fui parodista desde criança e continuo fazendo sobre qualquer assunto, basta inspirar-se. Esses dias meu carro foi apreendido pelo detran; ao tentar resolver aparece a burocracia, que neste país é infernal. Em um dado momento quando já tinha tomado um chá-de-cadeira de horas ,fiz uma paródia da música 'CADERNO' do Chico Buarque que ficou assim.
SOU EU QUE VOU APREENDER
SEU CARRO QUANDO ESTIVER IRREGULAR
POR TODAS AS CANSEIRAS
VOU FAZER VOCÊ PASSAR.
O PÁTIO, O DETRAN E AS MULTAS , GUICHÊS
E A CÓPIA DO CRV.
SÓ PEÇO A VOCÊ UM FAVOR SE PUDER
EVITE UM MARRONZINHO QUALQUER.
(Marronzinho é como chamamos aqui os guardas da CET)
Começou com uma brincadeira, quando morava em uma república de amigos. Eu sempre fui um pipoqueiro de primeira, e certo dia fui fazer uma pipoca e ficou ruim cheia de piruá (milho que não estoura). No outro dia fui fazer outra e ficou perfeita, daí um amigo, falou.
- Nossa ! ontem você fez uma pipoca xôxinha, mas hoje, ficou uma pipoca bonita !
na hora veio a paródia da música da Madonna, La Isla Bonita, que ficou, PIPOCA BONITA !
Daí veio um especial chamado na janta com Magronna, onde ela falava seus gostos gastronômicos através das músicas parodiadas com comida. E deste dia em diante já se passaram 11 anos.
BNB: Rssss. Gosto muito dessa paródia da pipoca. Nesses anos todos, quantas formações o grupo já teve?
R.C.: Três: Fernado Kudder. Luiz França e agora o Gil Côrtes

BNB: Quantos fazem parte da equipe de apoio ?
R.C.: Diretamente no escritório temos uma secretária, assessor de imprensa, vendedora marketeira, e um produtor(a).
Tercerizado temos, moto-boy, taxista,vanzeiros, produtor que viaja, atores substitutos,faxineira,camareira,cenógrafo,artista gráfico,aderecista,iluminador e figurinista.
BNB: O que já aconteceu de mais inusitado/engraçado em uma apresentação de vcs ?
R.C.: Uma empreendedora imobiliária muita conhecida aqui em São Paulo, atrasou a entrega dos apartamentos em um ano e fez um evento para dar esta notícia convidando o COMIDA DOS ASTROS para entrar logo após o anunciado, ou seja, fomos o prozac desta situação. Os cinco primeiros minutos da apresentação parecia show funeral, momentos depois deixamos o públigo letargo. Me senti o remédio que o Michael Jackson tomava.
BNB: Imagine só a cena... rsss E quanto tempo de treino diário pra não esquecer? Alguma técnica?
R.C.: Como o trabalho já tem onze anos, os ensaios é só quando tem algo novo. E isso se resolve em uma/duas horas, e a técnica é ter bom humor na jogada. Sempre que vou encontrar o Gil chego com alguma situação cômica da minha vida ou de cotidianices.
BNB: Planos do Comida dos Astros pro futuro ?
R.C.: Estreamos o MERENDA DOS ASTROS, espetáculo infantil, fizemos alguns "sesc´s" aqui em São Paulo. Quero muito levar às escolas, pois é um trabalho extremamente educacional e didático.
Sempre quis fazer algo parodiado de Shakespeare a fiz uma paródia da peça Romeu e Julieta, que ficou uma tragédia gastrocômica, engraçadíssima, ainda para estrear.
Tem um livro que escrevi e vou lançar sobre os caminhos e descaminhos de ser artista independente no país, tendo o Comida dos Astros como senda.
E sempre me inscrevo em editais, quero muito ter uma sede própria para ensaios e principalmente formação, quero dar aula, apontar um futuro para os jovens que estão com vulnerabilidade social.
BNB: O que fazia antes do comida dos astros?
R.C.: Minha Formação é ator acadêmico, pela escola de teatro da Universidade Federal da Bahia. Então fiz peças de Aristófanes, Bertold Brecht, Samuel Becket, Martins Penna, Maria Clara Machado, Franz Kafka e outros, mas o comida dos astros é que veio pra ficar em minha vida.
BNB: O que seria se não fosse humorista?
R.C.: Pacifista, sou muito humanista ,agricultor também gosto muito de verde, plantas, matas e principalmente da terra, e gastrônomo (penso em ter um restaurante).
BNB: Com certeza um restaurante próprio inspiraria ainda mais você (se é que isto é possível, rss) com o "Comida". Qual seu prato preferido?
R.C.: O trivial, arroz-feijão me traz muito conforto afetivo, mas também adoro cuscuz nordestino, o feito em cuscuzeiro, que no nordeste come com leite.
BNB: Sabe cozinhar?
R.C.: Amo cozinhar principalmente para amigos. Tenho um grupo chamado CUSCUZ ANÔNIMOS, que se encontra para fazer tardes de jogatina com baralho, master, imagem e ação, detetive seguido de uma comilança tendo sempre o cuscuz como carro chefe.
BNB: Fique a vontade se quiser deixar uma receita como sugestão pros leitores.
R.C.: Esta receita foi elaborada por mim e por uma amiga pernambucana Andrea Cesar ; sempre é apreciada nos encontros do CUSCUZ ANÔNIMOS.
RECEITA DE FAROFA DE CUSCUZ.
INGREDIENTES
Um pacote de farinha em flocos de milho pré cozida (tipo milharina)
Um copo de 200 ml de água
Uma pitada de sal
50 ml de azeite extra virgem
Um tomate grande
Uma cebola média
Cheiros verdes (coentro, cebolinha ou salsinha)
Modo de preparo
Misture o sal e molhe a farinha , misture bem e deixe descansar por alguns minutos.
Pique o tomate,cebola e os cheiros verdes.
Coloque água na parte de baixo da cuscuzeira até a metade. Leve ao fogo. Está pronto quando começa a cheirar. Tire do fogo e acrescente os ingredientes começando pelo azeite, tomate , cebola e os cheiros verdes.
Use a criatividade para acompanhamentos, pode ser camarões, guisados e ensopados.
BNB: Conhece blumenau ? Já veio alguma vez até nossa cidade?
R.C.: Ainda não
BNB: Você se espelha em alguém da sua área?
R.C.: Sempre é bom ter referências. Nas minhas referências, é importante ter um conjunto de talento, ser um bom ser humano ,boa convivência e ideais artísticos. Cito alguns: Marcelo Médici, Danilo Gentilli, Dani Calabresa, Robson Nunes, Hugo Possollo, Graziella Moretto, Diogo Portugal , Catiúscia Canoro, Luiz Carlos Vasconcelo e outros.
BNB: E o Rony, o que gosta de fazer nas horas vagas ?
R.C.: Adoro ler, cozinhar pro amigos, cinema, jogar peteca, viajar a lazer, ir a teatro, exposições.
BNB: Programa de humor preferido ?
R.C.: Por opção estou sem Tv em casa, mas quando viajo vejo nos quartos de hotel alguns : Hermes e Renato, CQC,horário político, tv senado e muuito youtube, ali sim tem humor a qualquer hora.
BNB: O que gosta de ouvir ?
R.C.: Eu sou extremamente democrático com os ouvidos até porque não tenho como tapá-lo em algumas situações, e meu trabalho requer esse apuramento principalmente com as coisas do Brasil. Agora quando vou escolher é: Chico, Caetano, Elis, Tim Maia, Bethânia, Ney, Vanessa da Mata, Tom Zé e Jobim, tudo de Pernambuco, Marisa, Jorge Benjor, Seo Jorge, Cartola, Luiz Gonzaga, Milton, Gil, Alceu, Chico César, Paralamas, Céu, Gal, Mutantes,Rita Lee, Rita Ribeiro, Zeca Baleiro,Palvra Cantada,Arnaldo Antunes,Roberto Carlos,Carlinhos Brown e tantos, nossa música é incrível.
BNB: Fique a vontade pra deixar a mensagem que quiser pros leitores.
R.C.: Leiam, leiam e leiam, como escovar os dentes, e comer. Tem que colocar a leitura como hábito, ao menos 20 minutos por dia. Quando você lê, não te enganam, e conhecimento é a única coisa que não te tiram.
BNB: Rony, pra fechar, um desafio: Com o que conhece a respeito de Blumenau, seria capaz de produzir uma paródia pra nossa cidade?
R.C.: Ok, vamos lá..
PARÓDIA PARA A CIDADE DE BLUMENAU
AQUARELA DO BRASIL (ARI BARROSO)
BRASIL NO BRASIL BRASILIERO
BLUMENAU É O PRIMEIRO
COLÔNIA ALEMÃ EM VERSOS.
O CAFÉ COLONIAL
E AS TORTAS
MASSA FOLHADA
BLUMENAU O MEU AMOR
TERRA DE CERVEJA E CHOPP
PRA MIM
PRA MIM !
Ô ABRE AS CORTINAS DO PASSADO
VÁRIOS COLONOS LIDERADOS
PELO DR. BLUMENAU
ASSIM
PRA MIM
OKTOBEFEST
PRA MIM
VOU COMER PURÊ
REPOLHO ROXO
ESBEIN, MARRECO E BISCOITO
CHUCRUTE E CARNE DE PORCO
PRA MIM
É ASSIM
BLUMENAU
PRA MIM.
Abaixo, Uma participação do Comida dos Astros no Jô.
Parte 1)
Parte 2)
Quer conhecer mais a respeito do Comida dos Astros, ver agenda e formas de contato? Veja o SITE e também o "Rocamblog".
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Márcio Volkmann
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Vídeo: Entrevista do Frei Chiarelli, acusado de assédio sexual, para a RBS TV
Essa é só pra quem tem estômago forte... A entrevista foi ao ar ontem, durante o Jornal do Almoço na RBS TV.
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Márcio Volkmann
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sábado, 20 de junho de 2009
Entrevista do Blog: Ana Paula Siebert, do programa O Aprendiz, da Record

Na entrevista de hoje, Ana Paula Siebert. Blumenauense, 21 anos, acadêmica de Direito na FURB, e que representou muito bem nossa cidade na última edição do programa O Aprendiz.
Blog Nova Blumenau - Olá ! Obrigado por ter aceito participar dessa entrevista. Pra começar, defina a Ana por ela mesma.
Ana Paula Siebert - Sou uma pessoa de bem comigo mesma, acredito que esse é o segredo para felicidade. Antes de qualquer coisa você deve gostar de si mesmo. Assim estará preparado para enfrentar desafios, alcançar suas metas, se superar, trabalhar, se divertir, viver bem e fazer as pessoas que estão ao seu lado felizes.
BNB - O que fez você inscrever-se no programa O Aprendiz?
A.P.S. - Eu estava em São Paulo com um casal de amigos e passamos em frente ao hotel onde os aprendizes ficam confinados. Meus amigos comentaram que o próximo programa seria destinado à universitários. Fiquei super empolgada, faltavam apenas 2 semanas para o término das inscrições quando me inscrevi. Sabe quando a gente sente que vai chegar lá, eu sentia uma energia muito boa. Sempre busquei grandes oportunidades na minha vida, o Aprendiz 6 seria uma delas.

BNB - E você contou com apoio total da família e do namorado ? Como foi que ficou sabendo que estaria entre as selecionadas pra participar do programa?
A.P.S. - Tudo que minha família e meu namorado desejam é a minha realização, por isso o apoio para participar do programa foi total. Foi muita engraçada a maneira como fiquei sabendo que tinha sido pré-selecionada. Recebi várias ligações de São Paulo durante uns 3 dias, porém eu não atendia achando que era para vender promoções, cartão de crédito, etc. Um dia eu estava ocupada e minha irmã atendeu, era uma moça da Record, contando a novidade. A partir daí comecei a participar das eliminatórias, fui duas vezes a São Paulo, uma delas para entrevista e dinâmica em grupo e outra para entrevista individual com o diretor do Aprendiz. Essa última etapa é gravada, então Roberto Justus e os diretores da Record escolhem os participantes. Uma semana depois de ter participado da última fase, recebi uma ligação, a pessoa me perguntou se eu sabia quem estava falando, eu não reconheci, era Roberto Justus. Ele se identificou e perguntou se eu queria participar do Aprendiz 6 ou daria a minha vaga para alguém. Quase morri do coração, chorava, suava, tremia, foi uma sensação inexplicável...
BNB - Qual a sua impressão ao ver Roberto Justus pela primeira vez?
A.P.S. - Eu e os outros participantes já estávamos confinados uns 5 dias quando conhecemos Roberto Justus. Foi no anúncio da primeira tarefa que nós o vimos pela primeira vez. Eu estava muito concentrada, poderia repetir todas as palavras que ele falou, não queria me distrair por um segundo. Foi naquele momento que eu realmente acreditei no que estava acontecendo, deu um friozinho na barriga!
BNB - E depois de toda sua participação, como você definiria Roberto Justus ?
A.P.S. - Não posso negar que Roberto Justus é extremamente crítico e objetivo, com ele não existem “meias palavras”. Porém acima de tudo ele é um homem de um caráter indiscutível, é educado, inteligente, sincero, respeita muito as pessoas e busca sempre tomar a atitude mais justa. Vocês podem não acreditar, mas nos momentos de lazer ele é divertido, simpático e engraçado. Eu o admiro demais, aprendi demais com ele. Por trás daquele empresário e apresentador “durão”, existe uma pessoa bondosa e com um coração enorme. Com certeza merece todo o sucesso.
BNB - Qual a prova que considerou a mais complicada ?
A.P.S. - Todas as provas são muito complicadas, pois testam a capacidade de jovens quase que sem experiência; somos avaliados por profissionais que exigem um trabalho perfeito. Porém a prova mais difícil na minha opinião foi a do “Exército”. Mesmo com fome, sede, cansaço e muita pressão psicológica, tínhamos que raciocinar rápido, ao mesmo tempo que era testada nossa capacidade de superação. No meu caso para piorar ainda mais a situação eu era a líder. Com toda pressão eu precisava levar a minha equipe até o final. Quando eles não entendiam algo, eu era obrigada a entender, afinal eu era a “xerife” e se não soubesse recebia broncas do tenente. Passamos o segundo dia com a roupa molhada, a mochila era pesada e machucava as costas e o todos estavam com os pés cortados por causa do coturno apertado. Durante vários momentos achei que não conseguiria chegar até o final, cada passo era uma vitória.
BNB - Fez alguma amizade que levou pra fora do programa? E inimizade? rss
A.P.S. - Tenho saudades de todos os participantes, cada um com seus defeitos e qualidades. A convivência é muito intensa durante um período em que estamos sem família, amigos, namorado, sem ninguém; então naquele momento eles eram minha família. Com certeza fiz amizades, e nenhuma inimizade. Trabalhamos juntos, vencemos, perdemos, brigamos, viajamos, rimos e choramos; adoro todos eles.
BNB - Tem algo que você se arrependeu durante o programa, e que gostaria de corrigir se fosse possível ?
A.P.S. - Com certeza depois dessa experiência que vivi algumas atitudes seriam diferentes. Mas eu não sou do tipo de pessoa que se arrepende do que fez, eu acredito que é errando que se aprende. Se hoje eu entrasse no Aprendiz novamente com certeza algumas atitudes seriam um pouco diferentes, mas naquele momento eu não posso dizer que mudaria algo, eu fiz o que achava coerente no momento.
BNB - Qual maior ensinamento que você teve durante sua participação ?
A.P.S. - Eu aprendi demais, se fosse falar tudo que aprendi poderia escrever um livro! Aprendi a negociar melhor, vender, criar, inovar, argumentar e defender minhas idéias, a ouvir e avaliar as idéias dos outros, etc. Aprendi principalmente a focar nos meus objetivos e descobrir os melhores meios de alcançá-los. Hoje encaro os problemas de uma forma muito diferente, tem que ser algo muito grande para realmente ser nomeado de “problema”. Algumas pessoas costumam reclamar muito e fazer pouco.
BNB - Teve alguma, ou algumas situações engraçadas nos bastidores? Conte pra nós.
A.P.S. - Os bastidores são engraçados, principalmente durante as recompensas, pois no desenvolver das tarefas quase não falamos com a produção, tudo é levado muito a sério. Nos momentos de lazer é que conhecemos o lado divertido e descontraído das pessoas, mas o contato com produtores e equipe técnica durante o programa é mínimo, para não criar intimidade e influenciar na seriedade do programa.
BNB - No vídeo que ilustra a entrevista, temos os seus últimos 15 minutos no programa. Você acha que sua resposta quanto ao destino que daria ao prêmio, foi mesmo decisiva para o veredito final ? O que sentiu naquele instante ?
A.P.S. - Todos me falam, nossa Ana Paula por que você disse aquilo? Quando o programa está no final é muito difícil para o Roberto demitir alguém. As demissões acontecem por um fio, por uma palavra dita na hora errada. Naquele momento ele tinha que tirar alguém, e uma sala comigo e com a Karina não foi fácil. Ele mesmo disse nos bastidores que seria a sala mais difícil do programa. Eu fui muito tranqüila e tudo que falei foi com sinceridade. Quando disse que um dia queria ter meu negócio dei para ele um ótimo argumento para me demitir. Enquanto a Karina também quer ter o negócio dela (agência de publicidade), mas ficou falando que tem o sonho de trabalhar com ele, assim como a Marina que venceu o programa. Se vocês assistirem no site o vídeo de abertura da vencedora ela deixa claro que um dia vai ter sua própria agência de publicidade. Nós ficamos em média 2 horas e meia na sala de reunião, até que ele ache um motivo para demitir. Se hoje ele me perguntasse novamente eu responderia a mesma coisa, mas utilizaria argumentos diferentes.
Abaixo, o vídeo em que Ana Paula e Karina ficam sabendo quem será uma das finalistas da sexta edição do O Aprendiz
BNB - Depois de todos elogios que recebeu de Roberto Justus, você deve se sentir mais confiante para sua carreira. A partir de agora quais seus planos profissionais?
A.P.S. - O Roberto sempre mostrou gostar muito da minha personalidade, e deixou isso claro quando após minha demissão disse que eu me pareço muito com ele. Eu realmente não fico esperando as coisas acontecerem, eu corro muito atrás, ele gosta de gente assim. Com certeza é muito bom ouvir tantos elogios de alguém tão inteligente e bem sucedido, eu fico muito feliz, trabalhei para isso e fico satisfeita em ser reconhecida. Sobre os meus planos não sei exatamente o que vou fazer, propostas estão aparecendo, penso, avalio, quero seguir o caminho que me leve não só ao sucesso profissional, quero acima de tudo amar aquilo que for fazer.
BNB - Se você pudesse dar um conselho apenas, para quem quiser se inscrever para o próximo Aprendiz, qual seria?
A.P.S. - Eu diria que se tivesse uma segunda oportunidade de participar do Aprendiz não pensaria duas vezes, embarcaria no primeiro avião. Só quem participa pra saber o que significa e quanto vale a pena. O Aprendiz 7 será novamente para universitários, os jovens devem se inscrever e acreditar que vão chegar lá; ser determinados, esforçados, concentrados e aproveitar cada segundo dessa experiência ímpar. E um conselho para quem entrar, não entre pensando em agradar o Roberto Justus; seja você mesmo, tenha atitude, trabalhe muito e o reconhecimento será conseqüência.
BNB - E sobre Blumenau? O que gosta de fazer aqui ? Já que você se definiu acima, defina também o que representa Blumenau pra você.
A.P.S. - Blumenau é a cidade onde eu nasci, cresci, vivi e amo de coração. Sempre brinco que quando viajo conheço lugares incríveis, mas é difícil achar alguma cidade que eu trocaria por Blumenau. É uma cidade linda, charmosa, aconchegante e limpa. É aqui que eu me sinto bem, tenho minha família e meus amigos. Quando fico algum tempo longe sinto muita saudade, chamo todos para visitarem. Convidei todos os aprendizes e a equipe do programa para a Oktoberfest, espero que eles venham!
BNB - Muito obrigado pela atenção, Ana. Fique à vontade pra deixar seu recado pros leitores.
A.P.S. - Bom, para finalizar quero agradecer de coração a todos que torceram por mim. Fiquei muito feliz quando voltei e vi que a torcida Blumenauense foi forte! Com certeza a energia positiva que vocês me mandaram foi muito importante. Espero ter representado e dado muito orgulho a minha cidade. Um grande abraço e sucesso para todos!
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Postado por
Márcio Volkmann
às
13:06
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
Entrevista do Blog: Deco Dalponte !
O entrevistado de hoje é uma figura conhecida por todos que gostam de boa música aqui em Blumenau e em toda região: O talentosíssimo Deco Dalponte - presença constante nas noites de Blumenau, garantia de boa música em eventos especiais, e agora além de conhecer mais sobre a vida do Deco, você também poderá ajudá-lo a conseguir outro objetivo em sua carreira: Participar do "Garagem do Faustão", dentro do programa Domingão do Faustão. Leia a entrevista, e veja no final como você pode participar.

Blog Nova Blumenau – Olá, Deco. Acho que todos gostariam de saber como e quando começou sua carreira artística... rs
Deco Dalponte - Nasci no oeste de Santa Catarina, na cidade de Concórdia. Morei até os nove anos no interior deste município, na divisa com o Rio Grande do Sul, às margens do Rio do Peixe. Foi aos nove anos, na cidade vizinha Marcelino Ramos no estado gaúcho, que iniciei minha carreira musical. Havia lá um conjunto musical que se chamava “Los Dalmas”, formado por mais ou menos 12 integrantes (todos adultos). Eu tinha nove anos de idade, e tinha por hábito ficar toda tarde já na frente do salão quando tinha baile para ajudar a banda a descarregar os equipamentos e ficar por ali sentindo a vibração dos palcos e da vida de músico. Porém, desde bebê ao lado do meu pai que tocava violão e cantava muito bem, fui incentivado e influenciado a cantar e viver a vida de músico, a ir onde o povo está. rssss
BNB – Mais um artista precoce então. Mas, e a banda? Você fez parte dela depois? Como continua essa história?
Deco – Ah, verdade. Rss Então, num baile destes, na comunidade de Volta Grande, tocaria a Banda Los Dalmas novamente. E adivinha? Lá estava eu. rss. Passei a tarde inteira já conversando com os músicos, e a noite fui convidado a cantar duas músicas com esta banda (foram duas músicas, uma de Milionário e José Rico, e uma de Chitãozinho e Xororó.
BNB – E aí, pegou o gosto pelos palcos?
Deco – Naquela comunidade onde vivia já falavam bastante sobre mim, o menino que cantava bem, rss, mas o dono do Grupo Los Dalmas se encantou com aquele menino de nove anos e o convidou para uma apresentação importante que aconteceria em Marcelino Ramos. Aquela apresentação marcaria o ingresso de Deco Dalponte na banda e na estrada como músico.
BNB – Com nove anos, numa banda de baile composta até então só por adultos. Baita desafio. Seu pai deve ter ficado orgulhoso..
Deco – Então... Pra que tudo acontecesse da melhor maneira, saí de casa e me mudei para a casa do dono da banda pra poder estudar mais e me aperfeiçoar. Quanto ao meu pai, infelizmente ele não conseguiu em vida me ver cantar com a banda. Ele faleceu prematuramente, pouco antes da minha estréia. Mas, aquele era nosso sonho. Meu, e dele. E por isso, segui em frente na minha trajetória pelos palcos.
BNB – Tenho certeza que onde seu pai estiver, está extremamente orgulhoso de você. Ficou tempo se apresentando com a banda?
Deco - Fiquei no Rio Grande do Sul e nesta banda ate quase meus 14 anos. Com essa idade, já havia aprendido a tocar guitarra, baixo, bateria, um pouco de teclado e quase tudo que envolvia a montagem do som etc. Comi muita poeira, perdi muitas horas de sono, chorei muito (de saudade, de medo, de felicidade e tristezas). Tocava e cantava em toda região, viajando sempre com um carro “veraneio” (lembra desse carro? Rs). Era muita aventura e coração pulsando forte a cada segundo, vibrando junto com as músicas. Porém, sempre soube que estava no meu caminho.
BNB – Obstinação pelo sonho sempre foi marca registrada sua pelo visto não é? Rs
Deco – Não tenha dúvida disso.rs. Aos 14 anos resolvi alçar vôo mais longo e voltei para SC -desta vez para Piratuba, uma cidade turística. Lá chegando, me encantei com a idéia de tocar na noite, em um restaurante. Ficava no centro do complexo turístico de Piratuba. Lá, aprendi muitas músicas e estilos diferentes e novas maneiras de ganhar a vida com música. Mesmo porque, para um garoto de 14 anos que acabara de mudar de voz, já não dava mais para cantar em primeira voz músicas de Chitãozinho e Xororó e outros do gênero como fazia na banda.
BNB – Então seu repertório eclético começou a ser “desenhado” lá em Piratuba... E seu próximo passo, qual foi ?
Deco –Certa noite de inverno, insisti com o dono do restaurante para tocar. Isso porque o então dono dissera que não valeria à pena, pois o movimento estava muito fraco. Naquela noite me propus a tocar de graça (adorava fazer aquilo, e quanto mais experiência eu pudesse adquirir, melhor pra mim). E então, justamente nesta noite eu conheci um empresário de Blumenau que me trouxe pra cá em 1993.
BNB – E aqui em Blumenau ?
Deco - Aí começava tudo de novo, só que muito mais desafiador. Afinal, estava longe, muito longe de minha casa, família, amigos e de tudo que conhecia. Ainda lembro-me do momento em que entrei na cidade pela Ponta Aguda e vi o então castelinho da Moelmann. Naquele momento eu disse a mim mesmo: é aqui que vou crescer e prosperar.
BNB – Eu acho que todo cidadão blumenauense já viu o Deco tocar em algum momento. Você já esteve nos melhores e mais tradicionais bares e restaurantes da cidade.
Deco – Com certeza. Então, como falei quando cheguei, assim o fiz. Com esforço, muito estudo, humildade, profissionalismo e seriedade, fui buscando um espaço aqui em Blumenau. E hoje, fico muito contente com o resultado. Depois de muito treino, estudo, passei a incorporar ao meu repertório para as noites, músicas cantadas em vários idiomas, de vários estilos. Essa tem sido minha marca registrada nos bares onde me apresento “solo”.
BNB – O que representa hoje Blumenau pra você?
Deco - Posso dizer que Blumenau é minha terra. Eu amo esta cidade. De verdade. Aqui é meu oásis. Meus três filhos e minha esposa são blumenauenses. Esta terra é mágica, próspera, e me acolheu como se acolhe a um filho.
BNB – Lembro de sua viagem para o exterior, de mala e violão na mão, e muita coragem pra encarar. rss. Como foi aquilo ?
Deco – Verdade. Foi em 2002. Passei quase o ano todo na Europa , principalmente Alemanha e Itália, cantando e enaltecendo o Brasil com sua música. E lá na Alemanha, em uma viagem indo para Itália busquei inspiração e compus “Pra se virar”. Pra minha felicidade, essa musica já foi pré -selecionada pelo Garagem do Faustão. Aproveito e peço pro pessoal ouvir lá no site e votar se gostar. rsss
BNB – Eu já conhecia essa música, desde os festivais que você também participou, e confesso que o refrão teima em ficar na minha cabeça. Rss Por isso, com certeza já fui lá votar. Mas, pelo que vi no site do programa você está com mais uma pré-selecionada pro Garagem não é ?
Deco – Opaaa, muito obrigado. Rss Então... Quando retornei da Alemanha resolvi montar minha própria banda, a “Deco Dalponte Banda Premier”. Atualmente nos apresentamos em festas Italianas por todo país, formaturas, casamentos e eventos em geral por todos os cantos. A outra música que você viu no site do Domingão do Faustão é a musica “Per l´eternitá”, composta em italiano por mim. É uma musica apaixonada, extremamente romântica e com todo o charme das músicas italianas. Rsss
BNB – Tenho certeza que todos que já o conhecem, e aqueles que passarão a conhecer você lendo essa matéria, vão sim votar em suas músicas. Afinal, as duas são de extremo bom gosto. E como faz? É só votar e esperar o resultado?
Deco – Obrigado mais uma vez. Na verdade, além de votar nas músicas, quem quiser também pode pedir, comentar, dentro do Blog do programa. É só entrar lá e mandar mensagem dizendo que quer ver as músicas do Deco Dalponte na Garagem do Faustão, ou escolher sua preferida.
BNB – Boa sorte pra você. Tenho certeza que Blumenau merece ser representada por alguém com talento igual ao seu, e assim só posso pedir novamente que o pessoal conheça suas músicas e vote na que preferir (ou nas duas.... rs), e ajude você a prosseguir com seu sonho. E agradeço você também, pela sua presença constante aqui no Blog. Falando nisso, o que você mais gosta de ler dentro do Blog Nova Blumenau ?
Deco – Como moro em Blumenau, gosto de ficar a par das notícias daqui. Fora isso, também uso bastante a programação do cinema, vejo as ofertas dos supermercados, e claro, ouço suas músicas aqui no Blog também. Aproveito para te agradecer Márcio pelo apoio de sempre e parabenizar pelo blog de qualidade e serventia para todos de Blumenau, e pro pessoal de fora também. Convido a todos para prestigiarem o Blog e votarem muitas vezes em minhas músicas lá na garagem do Faustão.
BNB – Isso é bom. Rss Bem, novamente muito obrigado pela entrevista, e sucesso !!!
Formas de contato com o músico:
Deco Dalponte – Contato:047-9963-0339 – email: decodalponteca@terra.com.br
Abaixo, o vídeo da música Pra se Virar..
GARAGEM DO FAUSTÃO: Clique AQUI para votar nessa música
Abaixo, o vídeo da música Per Léternitá
GARAGEM DO FAUSTÃO: Clique AQUI para votar nessa música
Para entrar no Blog Garagem do Faustão, e pedir por indicação as músicas de Deco Dalponte, acesse AQUI
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Blog Nova Blumenau – Olá, Deco. Acho que todos gostariam de saber como e quando começou sua carreira artística... rs
Deco Dalponte - Nasci no oeste de Santa Catarina, na cidade de Concórdia. Morei até os nove anos no interior deste município, na divisa com o Rio Grande do Sul, às margens do Rio do Peixe. Foi aos nove anos, na cidade vizinha Marcelino Ramos no estado gaúcho, que iniciei minha carreira musical. Havia lá um conjunto musical que se chamava “Los Dalmas”, formado por mais ou menos 12 integrantes (todos adultos). Eu tinha nove anos de idade, e tinha por hábito ficar toda tarde já na frente do salão quando tinha baile para ajudar a banda a descarregar os equipamentos e ficar por ali sentindo a vibração dos palcos e da vida de músico. Porém, desde bebê ao lado do meu pai que tocava violão e cantava muito bem, fui incentivado e influenciado a cantar e viver a vida de músico, a ir onde o povo está. rssss
BNB – Mais um artista precoce então. Mas, e a banda? Você fez parte dela depois? Como continua essa história?
Deco – Ah, verdade. Rss Então, num baile destes, na comunidade de Volta Grande, tocaria a Banda Los Dalmas novamente. E adivinha? Lá estava eu. rss. Passei a tarde inteira já conversando com os músicos, e a noite fui convidado a cantar duas músicas com esta banda (foram duas músicas, uma de Milionário e José Rico, e uma de Chitãozinho e Xororó.
BNB – E aí, pegou o gosto pelos palcos?
Deco – Naquela comunidade onde vivia já falavam bastante sobre mim, o menino que cantava bem, rss, mas o dono do Grupo Los Dalmas se encantou com aquele menino de nove anos e o convidou para uma apresentação importante que aconteceria em Marcelino Ramos. Aquela apresentação marcaria o ingresso de Deco Dalponte na banda e na estrada como músico.
BNB – Com nove anos, numa banda de baile composta até então só por adultos. Baita desafio. Seu pai deve ter ficado orgulhoso..
Deco – Então... Pra que tudo acontecesse da melhor maneira, saí de casa e me mudei para a casa do dono da banda pra poder estudar mais e me aperfeiçoar. Quanto ao meu pai, infelizmente ele não conseguiu em vida me ver cantar com a banda. Ele faleceu prematuramente, pouco antes da minha estréia. Mas, aquele era nosso sonho. Meu, e dele. E por isso, segui em frente na minha trajetória pelos palcos.
BNB – Tenho certeza que onde seu pai estiver, está extremamente orgulhoso de você. Ficou tempo se apresentando com a banda?
Deco - Fiquei no Rio Grande do Sul e nesta banda ate quase meus 14 anos. Com essa idade, já havia aprendido a tocar guitarra, baixo, bateria, um pouco de teclado e quase tudo que envolvia a montagem do som etc. Comi muita poeira, perdi muitas horas de sono, chorei muito (de saudade, de medo, de felicidade e tristezas). Tocava e cantava em toda região, viajando sempre com um carro “veraneio” (lembra desse carro? Rs). Era muita aventura e coração pulsando forte a cada segundo, vibrando junto com as músicas. Porém, sempre soube que estava no meu caminho.
BNB – Obstinação pelo sonho sempre foi marca registrada sua pelo visto não é? Rs
Deco – Não tenha dúvida disso.rs. Aos 14 anos resolvi alçar vôo mais longo e voltei para SC -desta vez para Piratuba, uma cidade turística. Lá chegando, me encantei com a idéia de tocar na noite, em um restaurante. Ficava no centro do complexo turístico de Piratuba. Lá, aprendi muitas músicas e estilos diferentes e novas maneiras de ganhar a vida com música. Mesmo porque, para um garoto de 14 anos que acabara de mudar de voz, já não dava mais para cantar em primeira voz músicas de Chitãozinho e Xororó e outros do gênero como fazia na banda.
BNB – Então seu repertório eclético começou a ser “desenhado” lá em Piratuba... E seu próximo passo, qual foi ?
Deco –Certa noite de inverno, insisti com o dono do restaurante para tocar. Isso porque o então dono dissera que não valeria à pena, pois o movimento estava muito fraco. Naquela noite me propus a tocar de graça (adorava fazer aquilo, e quanto mais experiência eu pudesse adquirir, melhor pra mim). E então, justamente nesta noite eu conheci um empresário de Blumenau que me trouxe pra cá em 1993.
BNB – E aqui em Blumenau ?
Deco - Aí começava tudo de novo, só que muito mais desafiador. Afinal, estava longe, muito longe de minha casa, família, amigos e de tudo que conhecia. Ainda lembro-me do momento em que entrei na cidade pela Ponta Aguda e vi o então castelinho da Moelmann. Naquele momento eu disse a mim mesmo: é aqui que vou crescer e prosperar.
BNB – Eu acho que todo cidadão blumenauense já viu o Deco tocar em algum momento. Você já esteve nos melhores e mais tradicionais bares e restaurantes da cidade.
Deco – Com certeza. Então, como falei quando cheguei, assim o fiz. Com esforço, muito estudo, humildade, profissionalismo e seriedade, fui buscando um espaço aqui em Blumenau. E hoje, fico muito contente com o resultado. Depois de muito treino, estudo, passei a incorporar ao meu repertório para as noites, músicas cantadas em vários idiomas, de vários estilos. Essa tem sido minha marca registrada nos bares onde me apresento “solo”.
BNB – O que representa hoje Blumenau pra você?
Deco - Posso dizer que Blumenau é minha terra. Eu amo esta cidade. De verdade. Aqui é meu oásis. Meus três filhos e minha esposa são blumenauenses. Esta terra é mágica, próspera, e me acolheu como se acolhe a um filho.
BNB – Lembro de sua viagem para o exterior, de mala e violão na mão, e muita coragem pra encarar. rss. Como foi aquilo ?
Deco – Verdade. Foi em 2002. Passei quase o ano todo na Europa , principalmente Alemanha e Itália, cantando e enaltecendo o Brasil com sua música. E lá na Alemanha, em uma viagem indo para Itália busquei inspiração e compus “Pra se virar”. Pra minha felicidade, essa musica já foi pré -selecionada pelo Garagem do Faustão. Aproveito e peço pro pessoal ouvir lá no site e votar se gostar. rsss
BNB – Eu já conhecia essa música, desde os festivais que você também participou, e confesso que o refrão teima em ficar na minha cabeça. Rss Por isso, com certeza já fui lá votar. Mas, pelo que vi no site do programa você está com mais uma pré-selecionada pro Garagem não é ?
Deco – Opaaa, muito obrigado. Rss Então... Quando retornei da Alemanha resolvi montar minha própria banda, a “Deco Dalponte Banda Premier”. Atualmente nos apresentamos em festas Italianas por todo país, formaturas, casamentos e eventos em geral por todos os cantos. A outra música que você viu no site do Domingão do Faustão é a musica “Per l´eternitá”, composta em italiano por mim. É uma musica apaixonada, extremamente romântica e com todo o charme das músicas italianas. Rsss
BNB – Tenho certeza que todos que já o conhecem, e aqueles que passarão a conhecer você lendo essa matéria, vão sim votar em suas músicas. Afinal, as duas são de extremo bom gosto. E como faz? É só votar e esperar o resultado?
Deco – Obrigado mais uma vez. Na verdade, além de votar nas músicas, quem quiser também pode pedir, comentar, dentro do Blog do programa. É só entrar lá e mandar mensagem dizendo que quer ver as músicas do Deco Dalponte na Garagem do Faustão, ou escolher sua preferida.
BNB – Boa sorte pra você. Tenho certeza que Blumenau merece ser representada por alguém com talento igual ao seu, e assim só posso pedir novamente que o pessoal conheça suas músicas e vote na que preferir (ou nas duas.... rs), e ajude você a prosseguir com seu sonho. E agradeço você também, pela sua presença constante aqui no Blog. Falando nisso, o que você mais gosta de ler dentro do Blog Nova Blumenau ?
Deco – Como moro em Blumenau, gosto de ficar a par das notícias daqui. Fora isso, também uso bastante a programação do cinema, vejo as ofertas dos supermercados, e claro, ouço suas músicas aqui no Blog também. Aproveito para te agradecer Márcio pelo apoio de sempre e parabenizar pelo blog de qualidade e serventia para todos de Blumenau, e pro pessoal de fora também. Convido a todos para prestigiarem o Blog e votarem muitas vezes em minhas músicas lá na garagem do Faustão.
BNB – Isso é bom. Rss Bem, novamente muito obrigado pela entrevista, e sucesso !!!
Formas de contato com o músico:
Deco Dalponte – Contato:047-9963-0339 – email: decodalponteca@terra.com.br
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Márcio Volkmann
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